hipnoterapia para crianças

Hipnoterapia para Crianças: Como podemos ajudar?

Muitos adultos acreditam que a hipnoterapia para crianças não é necessária, porque elas “não tem problemas” ou não demonstram suas dificuldades emocionais da mesma forma que nós.

As crianças tem um universo muito particular, onde as emoções se expressam de forma muito pura através de imagens e símbolos. Enquanto os adultos sempre buscam a palavra certa para descrever cada sentimento ou situação, as crianças usam tudo que estiver ao seu alcance: bonecos, desenhos, histórias e até mesmo o próprio corpo.

A linha entre os dois não é rígida - existe algo do adulto surgindo na criança, e algo da criança que permanece no adulto - e ajudar a conciliar esses elementos é um dos papéis cumpridos pela terapia infantil.

Muitos adultos acreditam que a terapia para crianças não é necessária, porque as crianças “não tem problemas” ou ao menos não demonstram suas dificuldades emocionais da mesma forma que nós.

Elas não sabem o que estão sentindo, nunca ouviram outras pessoas relatarem algo semelhante, e também não sabem como agir em relação a isso. Conceitos como ansiedade, depressão, trauma ou angústia são palavras distantes, embora os seus sinais já estejam ali.

Alguns pais acham que é birra ou falta de disciplina. Mesmo os que percebem algo diferente não sabem o que fazer ou para onde levar a criança, e apenas torcem para que tudo melhore.

Sintomas de uma criança com depressão ou ansiedade

Estes são alguns sinais de cuidado que pais, professores e outros adultos podem observar, indicando que a criança precisa de ajuda especializada:

Sono irregular

Pode demorar para deitar, acordar muito à noite, acordar muito cedo, dormir demais, não querer levantar... É comum que uma criança peça para ficar mais tempo acordada, se estiver brincando, mas o normal é que ao se afastar das atividades e deitar ela não demore muito para dormir.

Alimentação irregular

Passa a comer muito mais ou muito menos que o normal.

Dificuldade para se afastar dos pais

Toda criança vive a ansiedade da separação, ao entrar na escola ou passar as férias com os avós, mas depois de algum tempo elas se acostumam à nova situação. Se a criança está com problemas emocionais, no entanto, essa dificuldade pode reaparecer.

Dores sem causa

A criança reclama de dores pelo corpo, mas não há motivo para isso. Podem ser os sintomas físicos dos transtornos, e muitos adultos também os sentem, mas usam termos mais específicos. Falamos sobre um no peito, um nó na garganta, um embrulho no estômago, e a criança, por não ter esse vocabulário, fala apenas que está com dor.

Irritação sem motivo aparente

É normal que a criança fique com raiva ao perder um brinquedo ou se desentender com o coleguinha, por exemplo, mas quando isso acontece em situações normais, ou as expressões da raiva se tornam mais violentas - como empurrões, mordidas e tapas - algo está fora do normal.

Fadiga

A criança deve brincar, correr, ter muita energia. As que são mais “internas” estão sempre com algo nas mãos, criando seus próprios mundos. Uma criança muito cansada, quieta, pode estar gastando toda sua energia para elaborar as questões em sua mente.

Queda no desempenho escolar

As notas caem de forma notável, em mais de uma disciplina.

Regressão de etapas

A criança volta a se comportar como fazia em uma idade menor, falando com a voz mais fina, chupando dedo ou errando as palavras, por exemplo. Ela pode fazer isso para receber mais cuidados, ou quando associa a nova idade a um evento negativo, e deseja voltar para o estágio anterior.

É importante saber que cada criança terá seu próprio tempo de desenvolvimento, e nenhum desses sinais é a prova de que ela tem um transtorno. Eles são indicações para termos um cuidado extra , observando a criança com mais atenção.

Benefícios da Hipnoterapia para Crianças

A hipnoterapia nos permite trabalhar com os pequenos e grandes traumas da infância. Algumas crianças vivem situações que obviamente afetam seu desenvolvimento, como negligência ou a perda de um familiar, mas até mesmo o que é “normal” para todos nós, como ir à escola ou se afastar de um amiguinho, podem se tornar desafios para a mente infantil.

Além disso, por meio da terapia também podemos:

  • Aliviar hiperatividade e déficit de atenção evitando medicamentos.
  • Transformar toda a família. O atendimento com a criança sempre impacta os pais, que precisam mudar para construir um novo ambiente.
  • Resolver hábitos indesejados. Xixi na cama, roer unha, arrancar o cabelo.
  • Lidar com medos e fobias.
  • Aprimorar a qualidade dos relacionamentos. Família, amigos, escola.
  • Cuidar antecipadamente de transtornos mentais. Metade dos adultos com transtornos apresentaram os primeiros sinais antes dos 18 anos, e a falta de cuidado faz com que os sintomas se agravem ao longo da vida.

Como usar a hipnoterapia para crianças?

O terapeuta infantil, assim como a família, precisa conquistar a criança para fazer ela falar. Uma forma simples de fazer isso é estimulando sua imaginação, colocando a criança para desenhar ou contar histórias onde, em algum momento, ela dará informações sobre a própria situação.

Independente do que surgir, no entanto, é fundamental saber que a criança não tem todas as ferramentas para resolver os próprios problemas. Ela é a parte mais frágil do sistema familiar, e muitas vezes está refletindo os desafios vividos pelos adultos.

Imagine que um dos pais está com sintomas iniciais de depressão, e o outro vive um estresse constante no trabalho, por exemplo. Eles podem estar lidando com seus desafios, mas em algum momento vão deixar que eles “respinguem” na vida dos filhos.

As crianças então apresentam sinais mais claros de que algo está indo mal, pois não sabem “empurrar com a barriga” sem deixar que o mundo veja.

Usando esse conhecimento, temos de criar um espaço terapêutico para toda a família, e focar sempre na responsabilidade dos pais. Eles, inclusive, são os primeiros a receber atendimento, e ao falarem sobre o problema da criança, você como terapeuta deve estimulá-los a buscar respostas com mudanças na própria vida.

Faça a família pensar em como ela pode atender às necessidades dos filhos, antes mesmo de ter algum contato com a própria criança. Essas “tarefas”, além de intervir na situação, levam os pais a darem atenção real para a criança - e muitas vezes é disso que ela mais precisa.

É comum que, após voltar com o filho na próxima semana, os pais já relatem mudanças positivas graças a esse cuidado adicional.

Ao partir para o atendimento com a criança, evite o senso comum - como falar que “bom menino não dá trabalho” ou “estudar para ser alguém”. Certamente a criança já ouviu isso dos pais, e não precisa que frases assim sejam repetidas mais uma vez.

Escute antes de apontar as soluções!

Isso também vale para a escolha das técnicas que você pretende utilizar. Elas partem do cliente, e devem ser sempre usadas para deixar a criança mais confortável e confiante ao longo do processo terapêutico.

Talvez uma criança goste de atuação, por exemplo, e isso pode ser usado a favor dela, para mostrar os próprios sentimentos através de um personagem, mas outra se sente desconfortável nessa posição, então não deve ser forçada a agir de tal forma.

Aprenda a identificar os sinais que as crianças demonstram em situações como a atuação, ou em seus desenhos. Uma criança terá muita dificuldade para dizer que se sente inferiorizada, distante de um dos pais ou deprimida, mas pode se desenhar menor que o normal, afastada do familiar ou num ambiente muito escuro, para dar alguns exemplos.

Nem os adultos tem clareza absoluta para transformar sentimentos em palavras, então não espere esse domínio por parte das crianças!

Artigo publicado em:
10/12/2012
foto romanni

Romanni Souza

Criador da Hipnose Transformacional, graduado em psicologia pelo Unipam, e pós graduado em neurociências pela PUCRS. Fundador do Instituto Romanni, com mais de 20 mil pessoas transformadas.

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